O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) deflagrou, nesta quarta-feira (26), nova fase da Operação Abutres, em Baixo Guandu, no Noroeste do Espírito Santo. A apuração busca esclarecer possíveis irregularidades na solicitação e no recebimento de indenizações decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em Minas Gerais.
As suspeitas envolvem fraudes para obter pagamentos por meio do Sistema Indenizatório Simplificado (Novel), que era administrado pela Fundação Renova. O sistema foi criado nas medidas de reparação após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais.
Segundo o MPES, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. A medida buscou recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos para aprofundar as investigações.
As investigações apuram possíveis fraudes para simular presença ou residência de requerentes em localidades atingidas pelo desastre. Os casos envolvem os meses de outubro, novembro e dezembro de 2015.
Entre as práticas investigadas está o possível uso de informações, declarações ou documentos falsos ou adulterados. Segundo o MPES, esses materiais poderiam criar requisitos artificiais para a obtenção de indenizações.
Rogério de Oliveira Rufino é jornalista formado pela Faculdade Católica Paulista, com especialização em Comunicação Institucional e Marketing Político. Atua desde 2017 no jornalismo do Portal R4 de Notícias.
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Fonte: MPES/GAECO







