Os supermercados deixarão de abrir a partir do próximo domingo (1º) no Espírito Santo, pelo menos, até outubro. A medida foi definida em convenção coletiva assinada em novembro de 2025 e impacta também lojas de material de construção.
A notícia foi recebida com apoio por boa parte da população capixaba, mas houve também quem se queixou. Em comentários nas redes sociais, alguns internautas chegaram a dizer que “não havia nada a se comemorar” em relação à medida, uma vez que o fechamento dos mercados em um dia faria com que os produtos ficassem mais caros nas prateleiras.
Segundo Flavia Rapozo, doutora em Administração e Ciências Contábeis e membro do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-ES), a princípio, a medida não tem qualquer relação com possíveis aumentos de preço nos supermercados.
Rapozo explica ainda que o varejo alimentício é um mercado com muitos competidores, isso faz com que a capacidade de elevar preços seja reduzida, diferente de segmentos de mercado com maior concentração. A especialista também relata que a própria competição entre estabelecimentos comerciais mantém os preços balanceados.
Por outro lado, os mecanismos legais, tais como Código do Consumidor e Procon, podem ser utilizados e, em caso de aumentos abusivos, devidamente acionados, conforme ela esclarece. Rapozo também esclarece que jornada de trabalho reduzida, especialmente em mercados, já é uma realidade em diversos países da Europa, como forma de possibilitar o descanso e melhorar a qualidade de vida dos funcionários.
Rogério de Oliveira Rufino é jornalista formado pela Faculdade Católica Paulista, com especialização em Comunicação Institucional e Marketing Político. Atua desde 2017 no jornalismo do Portal R4 de Notícias.
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